20 de abr de 2012



Comportamento de jogadores em jogos de azar

Os jogos de azar foram proibidos no Brasil desde 1946 para evitar o vício, pelo General Eurico Gaspar Dutra, com a intenção de evitar o vício. Ou seja, desde os anos 40 os cassinos são ilegais no Brasil, o que não diminui o problema do vício nos jogos.
O jogo existe desde a Antiguidade, mas seu casamento com tecnologia e turismo é um fenômeno do capitalismo do último século. A evolução do jogador social para o compulsivo pode variar de seis meses a 20 anos. A forma habitual é a familiaridade com o jogo, quando há prática no contexto familiar. Depois ele chega aos jogos mais estruturados e de exploração comercial, como o jogo do bicho, bingo e loteria. Assim como todos os jogadores, eles perdem e ganham de vez em quando, mas a conjunção de problemas pessoais pelos quais a pessoa esteja passando naquele momento faz com que sua memória apenas registre os altos valores ganhos. Mas o que começa com uma brincadeira, pode tornar-se uma doença. Antigamente, a dependência do jogo era predominantemente masculina. As mulheres não apresentavam o problema, pois não frequentavam os ambientes próprios de jogos de apostas. Devido ao aumento do número de casas de bingo nas cidades, as mulheres se aproximaram do jogo e passaram a desenvolver a dependência.
A característica essencial do Jogo Patológico é um comportamento de jogo mal adaptativo, recorrente e persistente, que atrapalha a vida profissional, vida pessoal, assim como o convívio com a família. A pessoa com esse transtorno pode manter uma preocupação com o jogo, tais como, planejar a próxima jogada ou pensar em modos de obter dinheiro para jogar, sem pensar nos próximos dias, sem pensar nas perdas.
No começo, parece uma diversão inocente: apostar alguns trocados na esperança de ganhar um dinheiro extra. Mas as ilegais e coloridas máquinas caça-níqueis são o primeiro convite ao vício, pois muita gente não consegue parar de fazer apostas. O jogo de azar pode destruir a vida de uma pessoa que não resiste a essa tentação.
Os apostadores são as maiores vítimas, pois muitos não sabem, mas o vício em jogos de azar é uma doença psiquiátrica que precisa de tratamento.
Através do reforço emocional intermitente, onde ganhar é um reforço positivo imediato e perder é apenas uma circunstância, o indivíduo apresenta o comportamento compulsivo de jogar. Está sempre na expectativa de ganhar, como foi conseguido anteriormente.
Existe ainda uma sensação especial no comportamento de risco, o que ocupa a mente do jogador fazendo que passe a repetir o comportamento (dependência). O jogo pode tornar-se uma grande fonte de prazer, podendo vir a ser a única forma de prazer para algumas pessoas. O jogador compulsivo costuma se tornar inconsequente, gastando aquilo que não tem, perdendo a noção de realidade.
As consequências mais visíveis e comuns são os problemas emocionais, como baixa estima rupturas conjugais e familiares, problemas financeiros, ausências, atrasos e baixa produtividade nos trabalhos, além de má nutrição, como doenças graves relacionadas com stress acumulado, tentativas de suicídio, chegando até a morte em determinadas situações.
Em determinadas situações, o jogador ao perceber o tamanho de sua dívida tem o comportamento de desesperar-se, embora ele tenha vontade consciente de pagar suas dívidas, de se recuperar e a ter uma boa relação com os familiares, torna-se algo difícil, por ser um comportamento doentio.
Jogadores compulsivos podem se recuperar da dependência mesmo sem parar de apostar.

Os Jogos e outros Vícios - "Os vícios surgem como consequência da falta de autoestima. Se conseguimos mudar nossos pensamentos negativos deixaremos de utilizar "a fuga", que conduz ao vício".

O viciado tem problemas consigo mesmo e com tudo que está à sua volta e parece não conhecer outra maneira de subsistir dentro deste mundo, a não ser através da satisfação de seu vício. O jogo tem um poder de sedução, que mexe com a adrenalina do individuo, o qual sente uma necessidade de realização que supera toda lógica. O vício é tremendamente forte e as consequências que se derivam desta patologia são danosas tanto para o viciado como para sua família.
Arrisca-se muito para viver por alguns instantes o prazer do jogo porque, na verdade, não se trata de ganhar. O prazer reside realmente no estar jogando. Aliás, quanto mais perde o jogador, mais sente o desejo de continuar jogando. O viciado não é capaz de dirigir suas próprias emoções negativas e é através do jogo que ele as libera para que não lhe causem tanta tensão interna. Todo vício suprime essas emoções nocivas, e assim, sem "sentir", ou seja, "fugindo", a vida.
O ser humano precisa beber e comer para sobreviver, o viciado necessita de seu vício para viver. As primeiras são necessidades básicas, inatas no ser humano; as necessidades manifestadas pelo vício foram criadas pela sociedade de consumo em que vivemos. Esta mesma sociedade que "reinventa continuamente a roda" ou está sempre mudando os mesmos produtos, adicionando pequenas diferenças ou "vantagens" para que não percamos o interesse por seu consumo.

Outra forma de se ajudar é o contato com pessoas que passaram por experiências semelhantes, hoje superadas. O importante é querer deixar o vício e procurar a ajuda necessária, tendo sempre em mente que a sociedade de consumo está aí para instigar ao vício. Compete a nós a escolha por uma vida menos materialista e mais voltada para outros valores não perecíveis.

LORHANA AMARAL

Um comentário:

  1. Nooosssaaa que matéria show de bolaaa!!!

    Você manda muito bem!
    Já passei por uma situação dessa em minha casa, mue pai era viciado em jogos, isso é muito triste, só quem passa por uma situação dessa é que sabe que não é brincadeira, o negócio é seríssimo.

    Mandou bem!

    Beijos gata!

    Luan Rodrigues Guimaraes

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