24 de abr de 2012


No poder
Desde a chegada da primeira mulher ao poder máximo da nação há um ano, após cinco séculos de descobrimento e 121 anos da proclamação da Republica, a história se faz presente, passado e futuro ao mesmo tempo. Legitimada pelos seus mais de 55 milhões de votos e a maior satisfação presidencial em pesquisa feita no primeiro ano de mandato, algumas mudanças em relação ao Governo anterior de Lula se tem percebido, principalmente na alimentação dos brasileiros. A 36º presidenta da nação, Dilma Rousseff tem desafios pela frente e como continuísmo da política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e escolhida por ele, ela mantém a essência de baixo imposto para consumo interno de alimentos, que trouxe com isto José Graziano da Silva ao cargo de diretor-geral da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) recentemente. Está política de continuidade é coerente ao modelo de sociedade idealizado pelo PT e pelo seu seus companheiros.
Dilma Vana Rousseff é graduada em Economia e sabe o quanto é importante manter compromissos. Ela falou em seu primeiro discurso sobre posicionamentos, disse: “Acima de tudo quero reafirmar nosso compromisso com a estabilidade da economia e das regras econômicas, dos contratos firmados e das conquistas estabelecidas”. Afirmando a lógica do mercado paranoico e preocupado com instabilidades criadas por políticos.
A experiência de uma gestora financeira, fiscalizadora e econômica, mentem um país estável para investidores do mundo que precisam de nossos alimentos, que ainda como prima, secundária ou terciária, tem baixo valor agregado em relação aos países com IDH perto de 1. E, o mais importante, para poder manter os 200 milhões de brasileiros com o que é promulgado na constituição federal e seus pactos federativos. Porém com a indexação do salário mínimo ao INSS trás o problema dos militares federais e estaduais e suas aposentadorias que gera para a maioria uma minoria desigualaria. A igualdade do discurso feminino, visto como minoria nos poderes, mas com maioria em números brutos se mantém performática no sentido de seu discurso de posse ela disse: “Já registro aqui meu primeiro compromisso após a eleição: honrar as mulheres brasileiras (...); A igualdade de oportunidades para homens e mulheres é um princípio essencial da democracia. Gostaria muito que os pais e as mães de meninas olhassem hoje nos olhos delas e lhes dissessem: ‘Sim, a mulher pode! ’”.
Commodity Agrícola Brasileira
O valor da commodity é indexado pelo dólar e a ONU através da OMC (Organização Mundial do Comércio). Sabendo disto, a economia estuda o valor de cada alimento, seus bens ou serviços gerados. Como gestora deste sentido de economia, a presidenta mantém a ordem da produção x consumo estável e aquece quando é possível, em função das indústrias estarem trabalhando em seu máximo de chão de fábrica e ter investimento mesmo sem projetos. A cultura familiar em cada país tem a sua política pública e privada uma demanda estabelecida por gerações. E, no Brasil não é diferente. Porém a concentração das cidades gerou outras distorções a serem combatidas, como saneamento básico, pavimentação, vias, rodovias, aeroportos e toda a infraestrutura necessária para manter o cidadão na cidade. O diretor-geral José Graziano, no portal Vermelho, no dia 2 de janeiro de 2012 disse o seguinte: “A mudança climática e a segurança alimentar têm agendas convergentes. Ambas requerem mudanças importantes para alcançarmos padrões mais sustentáveis de produção e consumo. Temos agora a oportunidade de explorar as suas potenciais sinergias”. Ele fala que: “Junto com a ONU Mulheres e com outros parceiros, a FAO defende o empoderamento das mulheres na agricultura. Atualmente, a produtividade dos terrenos cultivados por mulheres é mais baixa que naqueles cultivados por homens, porque elas não têm o mesmo acesso a recursos como terra, tecnologia e insumos. Podemos reverter o quadro”.
Para ele, que está submetido a toda uma política organizada pela presidenta Dilma, disse que: “Nesse novo impulso na luta contra a fome, devemos procurar soluções novas e inovadoras. A injeção de recursos nas economias rurais, por meio de programas de transferência de dinheiro e de incentivos à produção, por exemplo, estimulam o crescimento local. Criam-se empregos, renda e mercados para os pequenos agricultores, e a oferta local de alimentos frescos, saudáveis e nutritivos aumenta”. Ele termina dizendo que: “O caminho à frente é longo e, embora a nossa tarefa esteja dificultada pelo ambiente econômico incerto, estou convencido de que, com nova abordagem e esforços renovados, além de medidas para fortalecer a governança global da segurança alimentar, podemos avançar em direção à erradicação da fome”.
A composição politica feminina no Brasil
O importante no sistema político é a votação democrática, Superior Tribunal Federal em legislatura iniciada em 2011, as representantes do gênero eleito na câmara federal são de:
São Paulo, deputada Luíza Erundina de Sousa do PSB, uma de nossas maiores lutadoras dos direitos das mulheres no Brasil. Temos também na câmara Janete Rocha Pietá - PT, Luciana Castro de Almeida - PR, Aline Lemos Correia de Oliveira Andrade - PP. De Santa Catarina, Ângela Regina Heinzen Amin Helou - PP. De Roraima, Maria Helena Veronese Rodrigue - PSB e Ângela Maria Gomes Portela - PTC. Do Rio Grande do Sul, Darci Pompeo de Mattos - PDT, Manuela Pinto Vieira D'Ávila - PCdoB, Luciana Krebs Genro - PSOL e Emília Teresinha Xavier Fernandes - PT. Do Rio Grande do Norte, Sandra Maria da Escóssia Rosado - PSB, assim como Maria de Fátima Bezerra - PT. Do Rio de Janeiro, Solange Pereira de Almeida - PMDB, Solange Amaral - DEM, Suely Santana da Silva do PR, Marina Terra Maggessi de Sousa - PPS e Andreia Almeida Zito dos Santos - PSDB. De Pernambuco Ana Lúcia Arraes de Alencar - PSB. Do Pará, Ana Isabel Mesquita de Oliveira e Elcione Therezinha Zahluth Barbalho - PMDB. De Minas Gerais Maria Lúcia Cardoso do mesmo partido e Maria do Socorro Jô Moraes Vieira - PCdoB. De Mato Grosso, Thelma Pimentel Figueiredo de Oliveira - PSDB e Eliene José de Lima - PP. Do Maranhão, Nice Lobão - DEM. De Goiás, Iris de Araújo Rezende Machado - PMDB. Do Espírito Santo, Rita de Cássia Paste Camata - PSDB, Rosilda de Freitas - PMDB, Sueli Rangel Silva Vidigal - PDT e Iriny Lopes - PT. Do Ceará, Maria Gorete Pereira - PR. Da Bahia, Lídice da Mata e Sousa - PSB, Jusmari Terezinha de Sousa Oliveira - PR (eleita pelo DEM) e Alice Mazzuco Portugal - PCdoB. Do Amazonas e do mesmo partido, Vanessa Grazziotin. E, Rebecca Martins Garcia - PP. Do Amapá, Maria Dalva de Sousa Figueiredo - PT, Fátima Lúcia Pelaes - PMDB, Janete Maria Góes Capiberibe - PSB e Maria Lucenira Ferreira Oliveira Pimentel - PR. Do Acre, Ilderlei Sousa Rodrigues Cordeiro - PPS e Maria Perpétua Almeida - PCdoB. Façam a conta vocês mesmos a porcentagem das representantes.
A República Federativa do Brasil é constituída pelo parlamentarismo presidencialista e a presidenta Dilma Vana Rousseff tem consigo, em gênero, 10 senadoras dos totais 81 eleitos, ou seja, 12,345% que são elas: Vanessa Grazziotin do PC DO B – AM; Marta Suplicy do PT – SP; Maria do Carmo Alves do DEM – SE; Lúcia Vânia do PSDB – GO; Lídice da Mata do PSB – BA; Kátia Abreu do PSD – TO; Ivonete Dantas do PMDB – RN; Angela Portela do PT – RR; Ana Rita do PT – ES; Ana Amélia do PP – RS. Se percebe a partir daqui o desequilíbrio institucional, imposto pela história da sociedade do sistema paternalista mundial que ainda mantém o pensamento no século 19. Somos a quinta economia mundial e quarta em tamanho territorial e convergimos para o mesmo pensamento de desproporções, difíceis de serem combatidas e mudadas, como esta minoria feminina. Porém isto mostra que Dilma Rousseff não está sozinha no poder. Em seu discurso de posse disse ela: “Valorizar a democracia em toda sua dimensão, desde o direito de opinião e expressão até os direitos essenciais da alimentação, do emprego e da renda, da moradia digna e da paz social. Zelarei pela mais ampla e irrestrita liberdade de imprensa. Zelarei pela mais ampla liberdade religiosa e de culto”. Sobre a pobreza ela disse que: “Não podemos descansar enquanto houver brasileiros com fome, enquanto houver famílias morando nas ruas, enquanto crianças pobres estiverem abandonadas à própria sorte. A erradicação da miséria nos próximos anos é, assim, uma meta que assumo”.
Primeiro ano no poder
Dilma tem em seu lado a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann - PT, a Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti do mesmo partido. A Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Luiza Helena de Bairros, Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas. Os ministérios que não são secretárias nem órgãos. A pasta de Planejamento, Orçamento e Gestão, Mirian Belchior - PT, Meio Ambiente, Izabella Teixeira, Desenvolvimento Social e Combate à Fome com Tereza Campello também do Partido dos Trabalhadores. E, Cultura com Ana de Hollanda.  
Realização
Foi realizada de 21 de setembro a 16 de dezembro a 3ª Conferencia Nacional de Politicas para a Mulher que trouxe em debates, causas comuns dos estados para a federação, por exemplo: “Mineiras sugerem abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica” ou “Rondoniense defende necessidade de delegacias da mulher 24 horas”.
Também:
Pensei também em uma arte dividindo e integrando as duas páginas com o prédio da câmara. O que acha?
Isto sem falar da corregedora-nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon. E, no Superior Tribunal Federal, Rosa Maria Weber Candiota da Rosa e a Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha. Suas aliadas e as governadoras, prefeitas, deputadas estaduais e vereadoras, além de cargos celetistas e concursados federais, estaduais e municipais estabelecidos por proclamação.

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