24 de abr de 2012


‘Juíza da Coragem’ é homenageada na Comemoração pelo Dia Internacional dos Direitos Humanos

A cerimônia de entrega da 17ª edição do Prêmio Nacional Direitos Humanos, realizada no dia 9 de dezembro, prestou uma homenagem póstuma à juíza Patrícia Acioli, assassinada em agosto de 2011. A irmã e a filha de Acioli receberam o prêmio das mãos da presidenta da República, Dilma Rousseff.

O evento faz parte das comemorações do Dia Internacional dos Direitos Humanos, celebrado em 10 de dezembro, data de aniversário da Declaração dos Direitos Humanos. A premiação é considerada como a mais alta condecoração do país, em se tratando de reconhecer o trabalho de pessoas que se destacam na luta contra a violação desses direitos. A juíza Patrícia Acioli foi agraciada na categoria Enfrentamento à Violência.

A ministra da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), Maria do Rosário, ressaltou o combate aos grupos de extermínios, durante o discurso que fez sobre Acioli. “Esta homenagem a Patrícia simboliza que o Brasil não se curvará aos grupos de extermínio, porque o estado agirá sempre pela lei e em defesa dos brasileiros e brasileiras”,  disse.

O troféu, entregue aos homenageados, é feito em vidro recortado e desenhado com inspiração nos personagens que representam as categorias do prêmio e os temas defendidos pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Ana Clara, filha da juíza, considerou a premiação como uma forma de valorizar o combate exercido pela mãe. “Para mim é uma forma de reconhecimento de todo o trabalho da minha mãe, que não foi pouco”, falou. Ela também destacou que a homenagem é importante para promover visibilidade a essa prática criminosa, que de acordo com ela, “tira muitas vidas inocentes”. “Com certeza agora as pessoas vão ficar mais atentas a esse assunto”, concluiu.

Memória – Patrícia Acioli tinha 47 anos e foi assassinada com 21 tiros em seu carro, na noite de 11 de agosto de 2011, quando chegava em casa, no bairro Piratininga, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.  A juíza, que atuava na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, também na Região Metropolitana do estado, combatia grupos de extermínio e era rígida no tratamento com policiais corruptos.

Homenagem também no município de atuação da juíza
Em São Gonçalo, foi criado o Centro de Especial de Orientação à Mulher (CEOM) Patrícia Acioli, localizado no bairro Jardim Catarina. A instituição é a segunda do município e espera atender mais de 70 mil mulheres.
O evento de inauguração aconteceu no Dia da Justiça, 8 de dezembro, e contou com a presença da mãe, Marli, e a irmã, Márcia, da juíza. Na ocasião, o trabalho que Acioli realizou durante os 12 anos em que esteve na Comarca do município, foi lembrado pela secretária de Integração e Políticas para Mulheres, Regina Célia Vieira. “Escolhemos este dia para inaugurar o CEOM por ser o Dia da Justiça e nada mais apropriado do que lembrar de uma pessoa que foi impecável em toda a sua magistratura. Vamos fomentar integridade e solidariedade neste espaço para fazer jus à juíza Patrícia Acioli", afirmou. 

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